Para estar bem comigo, tive de estar bem contigo

agosto 28, 2011

Com o tempo habituei-me a ver as tuas expressões, os teus traços em mim e aquelas palavras que por maneiras diversas dizem que somos-tão-parecidos. O tempo levou os sentimentos de raiva e revolta e deixou um nada. Um nada que não é nada, deixou o perdão. Todas as discussões e todos aqueles momentos que o cérebro teimava em não esquecer começaram desvanecer, como se estivesse em baixo de água e os teus gritos fossem ecos complicados de compreender. A tua imagem airosa tornou-se pouco nítida. Ao teu nome, a mente traz-me o laço que fazias nos meus All Star, porque eu ainda não o sabia fazer, o papagaio que nunca voou mas que tu ajudaste a fazer, as caras que fazias nos pratos de Domingo para que comesse-mos tudo, até mesmo o que não gostávamos. Não, não é saudade é perdão. Depois de noites adormecidas em pensar em assuntos, ditos frágeis, perdoei-me a mim primeiro. Mas tarde percebi que também tu tinhas o meu perdão. Não sei se mereces, mas quem sou eu para julgar?

You Might Also Like

1 comentários

  1. temos de perdoar para poder-mos ficar bem conosco :) ainda bem que conseguis-te perdoar!

    ResponderEliminar

Subscribe