ene-menos-um

setembro 21, 2011

ene menos um
Este silêncio audaz e abafado corta-me. Corta-me enquanto respiro a custo nesta bolha em que me perdi. Nela não encontro caminhos e todos os dias me perco novamente alheada da confusão lá de fora. Os buracos tornaram-se degraus, os degraus em subidas e as subidas em rectas. Confesso que não olho, não vejo, não reparo. Sigo. Sim, limito-me a seguir  os padrões que não se encaixam nas exigências. Questiono, em vão e respondo sem conteúdo explicativo. Sinto-me cercada mesmo quando não lá estás. Sinto-me que todas as pessoas me adivinham como se fosse transparente e os meus órgãos constituídos por este turbilhão de nada que me vai na cabeça. Penso que todos conseguem ouvir o que digo, para dentro, em voz irada comigo mesma. Sinto que não chega, nunca chega. Sinto que o vazio é pior que um tiro no escuro, que não matou ninguém.

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