Chocolate e café

maio 03, 2012

Eu que nem sequer gosto de café, lá fui quase que para esquecer aquelas palavras que ainda ecoam na minha cabeça, um capuccino e um chocolate para alimentar o vicio e as contradições. rumei a sitio nenhum e deparo-me a ler o jornal, dois. a noticia da capa apela o meu inconsciente que hoje não sabe o que faz. não sei o que raio se passa comigo, mas eu que nunca leio mais que os títulos hoje li não uma, mas todas as matérias daquele jornal e do outro que também lá estava, reparei nas pequenas colunas e até na publicidade enquanto viajava para lugares que nunca vou estar. a música que já conheço de trás para a frente faz-se ouvir apenas para mim, mais ninguém está aqui, sou eu o capuccino os chocolates os jornais e o telemóvel silenciado e posicionado de modo a não o ver piscar quando a mensagem chegar. qualquer uma serve, hoje é um dia bom, não para mim, pelo menos enquanto as palavras roçarem todo o meu consciente e pisarem inconscientemente o meu inconsciente quando me esqueço delas, porque depois de esquecer a turva imagem ficaram as vozes, as palavras para atormentar a pouca precisão com que estou hoje e o café não ajuda, o chocolate já não surte qualquer efeito em mim, se não o prazer de o saborear. já não há mais nada, até o pano de fundo é uma parede branca deteriorada pelo tempo, nada mais, só eu e o que se passa comigo. que já nem as palavras o podem explicar.

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