Mais do que qualquer outra coisa

maio 27, 2012

o desconhecido assusta-me. não falo da estrada, das curvas dos caminhos e das ruas que muitas vezes levam-me para os sítios mais estranhos deste mundo. é o simples não saber que deixa-me perdida em mim mesma, nos meu pensamentos histórias e confusões. eu sei o que penso e muitas vezes, entre fios novelos e linhas, os nós das intrigas terminam da pior maneira possível e isto assusta-me. e não é que seja assustadiça apenas sei que no fundo é a mesma coisa, é o desconhecer que nos leva aos nós, que faz girar o novelo e que estica a linha até para lá do máximo que ela é capaz de suportar, é o desconhecer que as quebra ou que nos faz cortar e escolher um dos lados do nó, ou antes ou depois. esta sim é a escolha injusta, porque ao pensar que o antes é sempre o melhor o depois deixa um mistério que nem o presente é capaz de desvendar. é um corte tremulo e o pior, às cegas. poucas não são as vezes que me sinto assim, não cega mas sem a capacidade de ver o que os olhos não vêm e de desvendar a informação que chega telepaticamente. esta chega tímida,  embrulhada nas confusões do dia-a-dia, quando a voz já teima em não dizer e os olhos cravam-se em sitio nenhum. vêm com o vazio de um suspiro e um afastar ligeiro. e de longe esta é a mais difícil de desvendar, porque pior que uma informação tímida embrulhada confusa e que não quer se lida é ter um vazio para perceber, uma folhar branca para ler e um silêncio para ouvir.

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