Mil or mil

maio 31, 2012

é com o tempo que reparo que sou multiplicações de partes de mim mesma. é como se um novo sentimento aparecesse e multiplicasse-se a ele mesmo antes de vir outro apressado ao mesmo processo. é o fazer cópias de mim mesma em dias diferentes, multiplicá-las por mil e colocá-las nos meus confins novamente. logo eu que sou tão diferente de dia para dia, se um dia sou assim no a seguir já sou assado e ainda consigo ser assim-assado no dia a seguir. não esperes que vá sorrir da piada de hoje amanha, porque se hoje sou eu, amanha sou mil vezes mais eu. logo eu, que nada bem lido com as mudanças apanho-me a conhecer-me todos os dias, todos os dias um novo eu uma nova história novos pensamentos novas ideias e idealismos novos sentimentos novos problemas e novas soluções. logo eu que não sei os efeitos secundários de mim mesma, quanto mais de mim mesma mil vezes mais concentrada mil vezes mais baralhada mil vezes mais confusa. confusa sim, porque por mais que digam que as coisas são para se arrumar em gavetas eu cá não encontro gavetas em mim, e mais nem sei se tenho alguma e acabo por ser uma só, uma só mistura num sitio infindável algures em mim.

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