E a conta da saudade? Quem paga?

junho 11, 2012

nunca pensei que o coração fosse tão grande a ponto de não caber em mim, chega a doer de tão grande. e não é só dor nem só felicidade, é um todo que lhe enche até entre as entranhas do meu corpo, espalmando os pulmões tirando-me o ar. bate cautelosamente para não partir nada cá dentro, é modesto teimoso e persistente.  encolhe-se, aperta-se a ele mesmo com vergonha da sua imensidão. deixa o sangue para último recurso e bombeia lembranças, sentimentos que o cérebro encarrega-se de transformar em saudade - essa coisa estranha que nunca ninguém conseguiu explicar. 

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