Vida

julho 03, 2012

são mais de sete vidas, umas vinte ou dezoito - não sei, parei de contar as vezes que  caí afoguei e ressuscitei. sinto-me e caí em pé, nada de novo nada partido sem arranhões e a dor - essa perdeu a gravidade e suspendeu-se no ar que não cai. daqui, depois de afastar a sopro as poeiras que não me querem largar e dos olhos esfregar vejo-a. grande e nítida, sem palavras nem cor, quase que transparente a quem não sente. corroía-me quase que até às entranhas, expandia-se e esmagava roubando-me o ar quase que nulo. agora ressuscito-me devagar, deixando-a ali. não me sigas!

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