Abismos

agosto 09, 2012

conto o tempo passar em silêncio, não avisa não fala não canta. segue o destino que desconheço esconde-se em sítios que não conheço e leva-me o chão. caio num abismo sem fundo que nunca pensei estar, não grito, de mim só o silêncio de lágrimas que teimam em escorrer de mim só o turbilhão de pensamentos que os sentimentos trazem à tona de mim só a incapacidade de aceitar. não, eu não aceito e tento até todo eu estar feita num trapo pior que o usamos para limpar o pó e caio. sim eu caio, só assim sei o que é estar em pé.

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