Vida

novembro 18, 2012

a vida é o que tu fazes dela
começa quase como um sonho, vêm de mansinho e apodera-se da noite escura. já dormes envolvido nele, quase dado como certo que há de ser bom. sorrisos gargalhadas pessoas que gostas locais com significado música e tudo a ser feliz. o mais certo é o não querer, não querer acordar. saber como acaba este quase sonho. não é um sonho, e aos poucos o sol que te aquecia a mão aconchega-se a uma nuvem cinzenta. é de chuva, não chove não anoiteceu é só o escuro. as cores fundem-se e as caras alegres transformam-se em caras que já não conheces o ambiente torna-se estranho e tu já nem sabes quem és. não é um sonho, não é um sonho bom. não há sustos, não há terror, é só um pesadelo dos maus que se faz chegar, de mansinho e apodera-se da noite escura. já não há nada a fazer, já não há como voltar a trás, já deste o passo para o abismo. agora? agora atira-te com a esperança que alguém te ampare a queda. ninguém. queda é dura, é longa a ponto de não acabar nunca. não tem fim? só tu podes pôr fim à queda que escolheste cair! é como se agora que não tens chão tirassem-te também o ar, a voz e ainda depositassem em ti todos os medos do mundo, todas as dores do mundo? e tu a quereres respirar gritar aliviar chorar. não há como. não sabes como? e sentes-te como se tivesses a ver o teu próprio pesadelo, por fora? acorda, é a vida a chamar!

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4 comentários

  1. Adorei o texto...descreve bem um sonho e um pesadelo, daqueles que não esperamos.

    Amei mesmo!

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  2. Gostei muito, especialmente "só tu podes pôr fim à queda que escolheste cair!". Há muito boa gente por aí que não deve saber isso.

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