O Diário de um Mago

outubro 17, 2013

Confesso que estava um pouco reticente para ler este livro. Depois de ler O Vencedor Está Só - um dos meus livros preferidos - do escritor Paulo Coelho, coloquei, cheia de expectativas, mais dois deste mesmo autor, na minha lista de livros a ler, O Alquimista e O Diário De Um Mago. Comecei por ler O Alquimista do qual não gostei nem um pouco e perdi o entusiasmo para ler qualquer outro livro deste autor, e com uma lista de obras a ler ainda um pouco extensa não faltaram motivos para adiar a leitura deste livro, até ao dia em que o Tiago ao ajudar-me a escolher o próximo livro disse: vais ler o O Diário De Um Mago, só porque é o título mais estranho.

Diário de um Mago Paulo Coelho

Comecei a ler o livro sem qualquer expectativa de encontrar nele um livro que satisfizesse o meu gosto literário, o que foi bom, muito bom a até. Surpreendi-me pela positiva do início ao fim, a passar pelo prefácio, notas de autor e prólogo. Este que foi o primeiro livro de Paulo Coelho, remete o leitor para a sua peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela, embora no inicio o livro pareça não ter sentido nenhum, afinal toda a história é sobre a procura de uma espada, pelo caminho de Santiago de Compostela, mas, nos dias de hoje, para quê lhe servirá uma espada? Como vou eu gostar de um livro que de-quando-em-quando explica ao leitor como se faz e para que serve determinada prática de RAM? E o que são práticas de RAM? Perguntas que foram-me respondidas ao longo da leitura.

"Existem três palavras gregas para designar o amor - começou ele. - Hoje vês a manifestação de Eros, aquele sentimento entre duas pessoas. (...) Reparei numa rapariga vestida de azul, que devia ter esperado este casamento apenas para que chegasse o momento da valsa - porque queria dançar com alguém com quem sonhava estar abraçada, desde que entrou na adolescência. Os seus olhos seguiam os movimentos de um rapaz bem vestido, de fato claro, que estava numa roda de amigos. Todos conversavam alegremente e não tinham percebido que a valsa já tinha começado, e que a alguns metros de distância uma jovem de azul olhava insistentemente para um deles. (...) A rapariga de azul reparou no meu olhar e saiu da pista. Foi então a vez do rapaz procurá-la com os olhos. (...) Chamei a atenção de Petrus para os dois. Ele acompanhou durante algum tempo o jogo de olhares, e depois voltou ao seu copo de vinho.
- Eles agem como se fosse uma vergonha mostrar que se amam - foi o seu único comentário."

Confesso que nunca pensei gostar tanto de um livro tão religioso, mas a verdade é que este livro consumiu-me, assim como eu a ele. Todas as frases/ensinamentos, religiosos ou não, fazem um sentido enorme e adaptam-se a muitos momentos da nossa vida, sejam eles momentos complicados ou até mesmo aqueles momentos em que nos apetece explodir de alegria. Quanto às práticas de RAM, apenas fiz uma que me levou a lágrimas, outras cheguei à conclusão que já as praticava, mesmo sem saber o que eram, mas mesmo assim ainda há umas quantas que continuam a ser macabras para mim, enfim. E ainda fiquei com vontade de percorrer o caminho de Santiago de Compostela.

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2 comentários

  1. Nunca pensaria sequer em ler um livro com esse titulo e descriçao

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  2. Este autor não me desperta qualquer interesse, não sei porquê.

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