O Codex 632

janeiro 07, 2016

Sempre ouvi falar muito bem dos romances do José Rodrigues dos Santos, contudo não sabia nada sobre este livro, até começa-lo a ler. A obra remete às aventuras de um historiador na descoberta da verdadeira nacionalidade de Cristóvão Colombo alienada aos problemas familiares do historiador. 

O Codex 632

O romance não ficou aquém das minhas expectativas que, confesso, eram elevadas. Um livro que captou a minha atenção logo no primeiro paragrafo do prólogo. A escrita do autor, deixa qualquer um perdido nas suas palavras por tempo indeterminado. Deixa qualquer um com a típica sensação do "só mais um paragrafo... Só mais uma página... Só mais um capitulo" - Oh e como eu adoro os livros que me fazem querer mais, que me deixam com sede de palavras e que fazem absorver o livro a velocidades estonteantes. Foi exatamente assim que me senti: completamente absorvida pela intriga da história, completamente fascinada com o decorrer das investigações. 

Como amante de história que sou, tenho de dizer que, também, o tema captou o meu interesse, o que não me permitiu achar entediante, ou até mesmo difícil de acompanhar, a forma como as descobertas históricas são debitadas. Mas, a meu ver, essa pode ser uma de três falhas neste romance do José Rodrigues dos Santos: A primeira é o excesso de adjetivos, sim o escritor faz descrições terrivelmente boas, que remetem qualquer leitor diretamente para os espaços onde a intriga decorre, mas há alturas do livro que, o excesso de adjetivos, corta a fluidez da leitura. A segunda é a forma fácil que a informação chega ao historiador e a facilidade de como essa informação é debitada, principalmente em diálogos. Não é que ache difícil de acompanhar, mas acho que vai muito além do real. E por último é como essa informação é repetida. Sim, a mesma informação é repetida algumas vezes, muitas das vezes para reiniciar uma corrente de raciocínio. Este último ponto pode ser útil para muito leitores, os mais distraídos ou esquecidos, mas a mim só, por um lado, tornava-me ansiosa por outro o "mas isto outra vez?" ou o "mas isto eu já sei". No geral eu adorei e a melhor maneira de afirmar isso é que sim, é um livro que voltava a ler.

«Tomás tomou nesse instante consciência de que a fronteira entre o sonho e o pesadelo é tão ténue como um fio de seda, de que a transição entre a esperança e o desespero é tão delicada como uma pétala atirada ao vento.» José Rodrigues dos Santos em O Codex 632

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9 comentários

  1. Só não li um livro dele, de resto devorei todos. Uns gostei mais, outros menos. O último ainda não lhe peguei, está na estante à espera da 2ª parte que sai em março.

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  2. Sempre tive curiosidade de ler este livro.

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  3. Este ainda não li, mas já li 'O Anjo Branco', 'Fúria Divina' e 'A Fórmula de Deus' e gostei muito! Agora quero ler o último que saiu 'A Flor de Lótus'!

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  4. Quero muito ler este livro!

    r: Muito, muito obrigada *.*
    Sim, sem dúvida, concordo contigo.

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  5. Tenho de ler, adorei o 'Fúria Divina' dele!!

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  6. É um dos meus livros que mais gosto dele, fiquei preso desde do primeiro paragrafo. Claro que tem as suas falhas, mas acho que é uma belíssima obra :)

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  7. Foi autor que nunca me interessou não sei porquê.

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  8. Nunca li nenhum dele confesso, mas já ouvi falar muito bem :) e agora fiquei com vontade de fazer :)

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  9. Eu já li e adorei. O meu preferido até agora foi A Fórmula de Deus e agora estou a ler A Chave de Salomão e estou a adorar mesmo. Por mim comprava os livros todos dele se isso não significasse dar um dinheirão por eles :/

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