Dez maneiras de não fazer nada

agosto 21, 2017

Hoje fui ao ginásio. Completei o meu treino a suar horrores, liguei à minha mãe enquanto descia para os balneários. Queria saber se ela estava por perto, se me metia no chuveiro ou se ia para a sauna. Com a resposta dela, guardei o telemóvel no cacifo e fui tomar banho. Qual é o meu espanto quando reparo que entrei para o chuveiro, abri a água e meti-me por baixo dela, com roupa. Sim, leram bem. Eu fui tomar banho no ginásio completamente vestida. Não foi a pressa, foi... pensar de mais e ter a cabeça demasiado cheia.

10 ways to not do anything rest

Já sem roupa voltei ao duche onde perguntei-me porque estava a fazer isto comigo mesma. Porquê? Eu estou de férias, devia estar a descansar não só o corpo mas também a mente. No entanto, estou a fazer exactamente o contrário. Tenho sempre alguma coisa na cabeça, uma ou outra preocupação, planos mentais e os mais afins.... O pior é que a maior parte dessas coisas, nem sequer podem ser resolvidas neste mês. Então eu perguntei a mim mesma e pergunto, agora, a vocês também:


Qual foi a última vez que fizeram nada, 

sem se sentir culpados?



Quando digo nada é ter a cabeça livre de planos, preocupações, lembranças, o que for. 
Digo sem se sentirem culpados, porque há uma enorme pressão (pelo menos eu sinto) familiar, dos amigos, da sociedade, para que estejamos sempre a fazer algo produtivo. 

Lembrei-me de algumas coisas, que fazia em criança, e que são literalmente não fazer nada, mas que entretanto cresci e parei de as fazer. 

  • Acompanhar um caminho de formigas até encontrar o formigueiro
  • Observar a luz a mudar com as horas
  • Seguir o rastro dos caracóis
  • Folhear livros com imagens, sem ler as legendas
  • Fazer corridas de caracóis
  • Fazer aviões de papel (ou pelo menos tentar)
  • Imaginar formas nas nuvens
  • Dormir à tarde (saudades que tenho das minhas sonecas)
  • Observar o movimento das folhas das árvores
  • Ver o reflexo dos carros no tecto, à luz da tarde

Quando era mais nova, fazia estas coisas, com bastante frequência até. Não, não fez de mim uma má aluna, a minha inteligência também não sofreu com isso (acho eu). Eu simplesmente gostava muito de não fazer nada e acho que o meu corpo tem saudades disso!

Digam-me que não sou a única e partilhem comigo as vossas maneiras de fazer, rigorosamente nada - ver séries e filmes, ler livros não contam gente. Não se esqueçam que às vezes é preciso saber abrandar. 

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19 comentários

  1. Nas alturas em que devimos aproveitar para estar de papo para o ar a fazer nenhum é quando tendemos a fazer mais coisas. Parece que há algo em nós que não nos permite parar. E andamos nesta roda viva, como se o mundo acabasse amanhã e hoje tivéssemos que deixar tudo pronto. Bem diz a minha mãe que fica mais cansada quando tem um dia de folga do que quando chega do trabalho. Talvez ao início não compreendesse, mas a verdade é que automaticamente obrigamo-nos a fazer; temos que estar sempre em movimento, caso contrário parece que estamos a cometer um pecado gravíssimo!

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  2. Eu também fazia todas essas coisas, saudades desses tempos...

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  3. Não fazer nada nesse sentido é tão bom e já não o faço à tanto tempo...
    Beijinhos

    http://that-g-i-r-l.blogspot.pt

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  4. Confesso que não me lembro da última vez que fiz estas coisas. Achei a ideia do post super engraçada mesmo linda!
    THE PINK ELEPHANT SHOE

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  5. Tomar banho vestida... Podia ser pior, tipo despires-te na rua enquanto chove =P
    Rodar um spinner conta, não conta? =P

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  6. Acho que a última vez foi mesmo em criança, que não tinha de me preocupar com os estudos nem com o trabalho, muito menos com a sociedade.

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  7. Gostei tanto mas tanto deste post, e tens toda a razão minha querida. Quantas vezes me dou de conta, a pensar e a pensar sem cessar quando deveria estar a descansar tanto o corpo quanto a mente? É muito importante tirarmos um tempinho nosso, para não fazer absolutamente nada, e como sabe tão bem.

    Beijinhos <3

    http://un-faux-pas.com

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  8. Olha que belas ideias para não fazer nada!!
    Também fazia essa das sombras dos carros ahah

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  9. Que inspirador, Mó! De facto, chegamos a um ponto em que até as férias são cronometradas e controladas ao mais ínfimo pormenor. Posso vir a parecer uma tolinha, mas vou seguir algumas destas sugestões ainda esta quarta! Sinto saudades de apreciar assim as coisas à flor da pele eheh

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  10. Eu sinto muita necessidade de tirar um tempinho para mim, e não pensar em nada!!!
    Comigo resulta muito bem, ver séries. Consigo desligar e focar-me naquilo em que estou a ver, para mim tornou-se uma forma de descanso..
    Beijinhos

    24eumcarrapito

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  11. Omg, eu também fazia corridas de caracóis :o Depois colocava-os num caixote de cartão cheio de buracos e dava-lhes folhas de feijoeiro e de videira. A minha avó ralhava comigo porque eu tirava tanta folha que o sol queimava as uvas e o feijão xD
    Ler livros não conta? Mas as minhas férias têm sido isso, basicamente :(

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  12. Nada melhor do que não fazer nada, mas não convém seguir essas maneiras durante muito tempo XD

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  13. Eu já há muito tempo que não estou "sem fazer nada". Como estou na minha casa e tenho agora o cachorro sinto que há sempre mil coisas para fazer. Mil coisas para pensar. Mas quando posso gosto de me deitar na cama, com tudo às escuras, a ouvir música. Sem cantar. Só a ouvir mesmo. Ou então a ouvir os sons da natureza (tenho uma aplicação no ipod maravilhosa que reproduz imensos sons!).

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  14. "Dolce faire niente", é tão bom e faz-nos tão bem à alma!
    É preciso parar, é tão importante como comer , e muitas vezes não nos permitimos fazê-lo!
    Adorei este teu post!
    Beijinho grande querida!

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  15. Concordo plenamente contigo. Tenho sempre momentos de não fazer absolutamente nada, relaxo o corpo e a mente. Sim, nota-se que socialmente há uma grande pressão para se estar sempre a fazer algo e não fazer nada vem acompanhado de sentimentos de culpa. Mas, não temos que seguir isso. Devemos arranjar um equilíbrio e ter muitos momentos de descanso. Não é bom o cérebro estar constantemente absorvido em pensamentos e planos, torna-o mecânico e até menos sensível, algo entorpecido. Há uma forma de nos sentirmos plenamente alertas, vivos, sem estar num constante esforço intelectual e isso é quando permitimos a mente relaxar e ela relaxa, mas não devemos estar tão cansados ao ponto de adormecer. Contudo, isso é o que normalmente acontece, mas se acontece é porque precisamos. Bem, mas concluindo penso assim também e asseguro momentos sem fazer nada sem me sentir culpada, é ótimo para a nossa saúde mental. E, no meu caso, não faço mesmo nada além de me sentar e observar a natureza, ouvir os sons, ver, despreocupadamente, o pensamento, os sentimentos que surgem... Isso é meditar, também. :) Beijinhos

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  16. A ultima vez que realmente tive a mente em branco, sem preocupações, foi quando era criança, e que saudades desse tempo, da ingenuidade e fazer coisas que parecem que não tem sentido nenhum mas que para nós era tudo

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  17. Como te entendo:) Saudades mesmo desse tempo em que conseguíamos não fazer nada, nem ter a mente ocupada com nada.
    Recordo-me que ansiava tanto a chegada das férias, para andar assim mesmo despreocupada, sem ter de ouvir sempre os pais a pressionarem com os estudos ou algo do género.
    Hoje não consigo, por muito que tente, existe sempre algo que acaba por se apoderar da minha mente e me preocupar ou me ocupar.
    Que saudades tenho dessa altura.
    https://a-carlota.blogspot.pt/

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  18. Olá! :)

    A seguir o teu blogue! Não conhecia ainda, gostei muito, parabéns!

    Beijinhos
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  19. Ui não me lembro quando foi a última vez, devia ser mesmo novinha.

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